não sei mais se sei escrever aqui. o que me conforta é que acho que eu nunca soube mesmo. e só comecei com essa frase sem sentido pelo fato de ter abandonado o blog. por mais tosca que fique essa associação, devo dizer que não esqueci só do blog. antes, esqueci de mim. junto esqueci da minha auto-estima, vontade de aprender, de sorrir durante o dia, de não levar as coisas tão a sério. esqueci do que eu gostava.
nos últimos meses, tentei relembrar.
bem, falar do vestibular é um saco. sim, foi a hora de falar disso, mas já deu, saturou, cabou. eu não estava preparada emocionalmente para fazer um, nem passar num. tanto que eu nem quis tanto assim ao final. não que eu tenha nadado, nadado e morrido na praia, pois eu tenho consciência de que fiz tudo que estava ao meu alcance e que meu saco pôde agüentar. o fato é que nesse fim de ano, parei. parei por questões físicas e psicológicas. as primeiras se explicam pelo fato de que as coisas não estavam mais entrando na minha cabeça e as segundas porque eu não queria que entrassem mais. somando-se a isso, existia a minha falta de objetivo por não saber qual carreira escolher. minha cabeça parecia que ia explodir. mas isso não aconteceu e eu só explodi de chorar por vários dias.
chorar do nada pode ser devido a várias coisas. eu acredito que não tenha sido apenas tensão. como disse chaplin, eu estava indo contra as minhas verdades. então não era sem motivo.
mas voltando ao início, por que falar de vestibular é um saco?
porque parece que a sua vida vira isso por um ano. e a das pessoas a sua volta também. e quando eu percebi que a minha vida não era apenas e somente isso e me libertei, as pessoas começaram a me tratar como se fosse. e o que me irrita não é nem me ligarem e pensarem que ao perguntarem "como foi na prova?" estão perguntando o mesmo que perguntar "tudo bem?", o que me irrita é eu explicar que eu não fui bem, mas que eu estou feliz, satisfeita e de consciência limpa e ninguém conseguir entender isso. ou querer entender isso. ou até querer ouvir isso(!). a verdade é que a maioria só pergunta por perguntar e ninguém vai deixar de dormir se eu passar ou não. tive que ouvir colocações extremamente infelizes por causa disso. minha mãe, aquela mãezona mesmo, só foi entender agora (no caso, ontem), mesmo prestando atenção a tudo. apesar de tudo, eu compreendi tudo isso.
e eu realmente estou feliz, satisfeita e de consciência limpa. confesso que tive que me perdoar pelo que fiz comigo mesma antes de parar. ainda bem que consigo dialogar a tempo no meu monólogo. :)
e agora? tô de férias. o que eu gostava de fazer? e o que eu quero fazer?
eu tenho alguns meses pra redescobrir e descobrir. eu gostava de escrever no meu blog e percebo que ainda gosto. eu gosto de ver filmes. eu queria, nesse tempo, tentar encontrar um novo patamar pra exercer tudo que aprendi esse ano sobre o mundo, sobre mim mesma, sobre as pessoas, sobre as situações. e quero aprender mais... quero uma nova visão. por isso eu queria ler coisas, pesquisar coisas que eu sempre quis saber, alguma coisa cultura geral. sempre tenho vontade de fazer isso, mas nunca faço da maneira que eu quero. depois de ter acabado a escola e concorrido a vagas em faculdades, sinto como se eu tivesse reduzido um bicho de 155710 cabeças a um pincher, exatamente como meu primo disse que não era. o mesmo aconteceu quando beijei um garoto pela primeira vez. antes eu era tímida, morria de medo de garotos... depois disso, percebi que aquilo era o que eles poderiam fazer e que não era nada demais.
posso dizer que aprendi muito, de fato, esse ano. muito mais do que eu pensei que eu fosse aprender...
acho que vou gostar de fazer cursinho. é uma nova realidade, sem provas, testes e professores que te cobram. e com a experiência que eu ganhei. claro que tem a pressão e tal, mas eu sinceramente acho que consigo não absorver isso dos outros, até porque eu mesma sempre fiz a minha própria pressão independente. entretanto, como me provei esse ano, que ela só piora as coisas. e me afasta de mim.
vestibular vai durar algum tempo. terei que viver comigo mesma pro resto de todos os tempos.
é...
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2 comentários:
Não vou dizer "Te disse!", pois dizer isso tem nenhum objetivo a não ser reduzir uma pessoa.
Fico feliz de você ter conseguido se encontrar no final. Existem coisas que não adianta falar. A pessoa tem que vivenciar para poder aprender. Não estou falando que você duvidava do que eu dizia nem nada, mas realmente existem coisas que só passando na pele mesmo, que iremos aprender.
Minha filosofia sobre o "choro" é que serve para criar "calos". Calos "na alma" (quase um título para um livro de auto-ajuda).
Existem momentos que passamos por uma dificuldade e isso machuca muito. Por mais que você se segure, seja para mostrar que é forte ou porque você está tentando ignorar para ver se passa, aquilo se comporta como uma ferida. O ato de chorar meio que faz um calo, para a próxima vez que você passar por aquela situação, você não sentir o mesmo impacto.
Claro que isso não serve para tudo. Certas coisas podem acontecer inúmeras vezes que sempre doerão, mas essa é uma forma que eu vejo.
É, vivendo e aprendendo.
Impressão minha ou todo o começo de férias você tem que redescobrir tudo o que gosta? =P
Brincadeira.
Parar por aqui, afinal de contas tem outro post para comentar ainda e esse aqui fiquei devendo por muito tempo.
:****
Esqueci de comentar.
Realmente incomoda um pouco esse negócio das pessoas perguntarem toda hora. Certos momentos você até conseguiria ficar bem se parassem de lembrar que o fato aconteceu.
Não culpo as pessoas. Tudo bem que muitos perguntam só para "cumprir tabela", mas de vez em quando alguém realmente está preocupado e você acaba tratando dessa forma.
Sobre o vestibular, é o que eu te disse e vou repitir. Você não está competindo com 100000 candidatos. Você não está concorrendo uma vaga com 40 outros candidatos.
Você, lá, só depende de você. Se você não fizer a prova, o cara vai tirar X. Se você for, o cara vai continuar tirando X. Seu objetivo não é tirar X+1, mas sim Y.
E tem que fazer que nem você falou. Fazer seu melhor e sair com de consciência limpa. Fez seu melhor? Perfeito!
Pense como se estivesse construindo um muro. Se na primeira passada você não conseguiu construir o muro inteiro, na próxima passada, você já tem um pedaço do muro construído. Você não estará começando do 0. (eu e minhas analogias toscas.. tou pior que nosso presidente..)
Você irá sempre agregar valores. Coisas que você ralou para compreender na primeira tentativa, serão naturais na próxima e você poderá focar nas outras que sobraram.
É assim que eu penso, pelo menos.
Bye, angel.
(Oh! Oh! Oh!)
;***
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