devido à repercurssão assustada do post anterior, por ninguém imaginar que eu conseguisse ser tão fria, calculista e enrustidamente irritada, venho aqui fazer um post light como iogurte natural (tem gente que vê graça nisso (e que vai entender a ambigüidade) :P)...
estou aqui, tranqüilamente (e fiquei na dúvida agora se isso tem trema ou não e não posso nem dizer que tanto faz porque aqueles portugueses não se decidem sobre a gramática) bebendo minha aquarius fresh, sentada na cadeira de forma errada, digitando num teclado que faz mais barulho que uma britadeira. por que não tem H2OH!? tem muito mais gosto de refrigerante! além disso, o marketing é muito melhor, a começar pelo nome. é difícil a coca-cola não superar a pepsi em alguma coisa, mas achei incrível a idéia desse nome. diz "uma água comum com algo a mais".
já que estou falando de significados, já que comentei sobre isso hoje de madrugada (antes de dormir), já devem ter percebido (ou não) que eu gosto dessa frase: "but i'm dying to live". é de uma música do dashboard confessional, minha (ex-)banda favorita. também acho genial, por ter mais de um significado (apesar de que muita gente deve pensar que sou só mais uma emoxinha querendo cortar os pulsos pra tirar foto das marcas, editar no photoshop pra ficar com uma cor surreal e ganhar comentários encojantes e chorosos em meu fotolog gold). da expressão em inglês, "dying to", a gente traduz como "morrendo de vontade de". já fica uma antítese interessante, daí (sim, eu quis usar sotaque catarinense). outra coisa, a partir do momento que você nasce, já está começando a morrer. então, pra você viver esse tempo todo, teu corpo tá acabando.
comprei um shampoo novo. eu e minha mãe sempre fomos viciadas em produtos pro cabelo, portanto, sempre que dá algo na tv a gente fica com vontade de comprar. surpreendentemente, fazia tempo que a gente se controlava, então o shampoo aqui de casa tinha acabado! (mas tem uma porrada de condicionador). aquele seda brilho gloss tem uma cor linda! *-* pooro loosho! haha, sério, ele é rosa e tem um brilho meio roxo cósmico de fundo (micas peroladas (y)). só espero que não seja como mais um daqueles que eles entopem de silicone e deixa meu cabelo misto, que nem aquele elséve rosa. :P
mas toda essa ladainha fútil foi pra dizer que sinto falta da minha mãe de vez em quando. eu sempre aceitei meus padrastos e tal, desde que sou criancinha. ah, fala sério, eu sou bem compreensiva até, posso admitir. mas de vez em quando, acho que ela esquece que eu tenho voz. aliás, tem uns "adultos" (como se daqui a 1 ano eu não fosse considerada "adulta" também) que pensam que só porque a gente não tem idade, não temos boas opiniões também. a pior coisa é quando você diz uma coisa, ninguém te ouve e minutos depois concluem o que você concluiu num tom de "eu descobri a pólvora!", "eu finalizei pokémon yellow!" ou "nossa, elvis morreu mesmo!". coisas óbvias, é nisso que penso quando eles dão aqueles surtos, pelo menos fica engraçado xDmas ah, eles são assim, ainda bem que tem gente que ainda escuta ou lê o que eu penso (não necessariamente nesse blog).
não comentei muito sobre o ano novo. foi meio conturbado. primeiro que a praia de copacabana tava lotada, então tava impossível andar lá. chegamos na calçada preta e branca uns 3 minutos antes de dar meia-noite, porém, eu não fazia idéia. 1 minuto antes a gente conseguiu entrar na praia, daí procurando um lugar bom pra ficar, do nada deu meia-noite (e eu nem saquei). não teve muita graça.daí os casais ficaram juntos, o meu primo ficou com a minha tia e eu fiquei sozinha, ao menos quando vieram me dar "feliz ano novo!" e dois beijinhos (aliás, é muito melhor ser paulista, é só um...). me senti realmente sozinha, e foi isso que me assustou. por mais que todo mundo venha a passar pelo mesmo que eu, por mais que eu tenha família pra me apoiar, nesse ano, no final, estarei completamente sozinha no que eu tenho que fazer. mas sempre soube disso, afinal, nasci sozinha e vou morrer sozinha, né? a não ser que dê a sorte de morrer num transatlântico de última geração que bate num iceberg ou algo assim (ok, mesmo assim estarei sozinha).
só que não adianta muito falar disso aqui, não adianta muito pensar nada. na hora vai ser. apesar do phd em antecipação (já tô até antecipando a falta da dona Rita), tô me segurando... e tentando ser otimista (:
apesar de otimista em energia, eu não espero nada desse ano. i mean, nada específico. só quero não pirar, hahaha...
pode me chamar de sem esperança, mas é só dia 31 que vira dia 1º, 12 que vira 1 e 7 que vira 8. a mudança acontece em mim, não no calendário.
sabe, acho muito chato falar de cursinho, carreira, faculdade, vestibular com a família. na minha família, ninguém nunca fez uma faculdade federal além do meu pai. e na época deles, era muito, mas muito menos concorrido. e ninguém quis nada tipo medicina, por exemplo. eu só queria que eles tivessem noção de que medicina na unicamp é 70 e tantos candidatos por vaga e que tem gente que faz 70 anos de cursinho pra passar concorrendo comigo, besides os japoneses. se eles ao menos compreendessem que eu tenho grandes chances de não passar esse ano (grandes mesmo), ainda mais que não vou fazer cursinho, eu me sentiria melhor. mas não, eles me encorajam e isso é pior, porque parece que tão esperando muito de mim. parece não, é. eu sou a melhor estudante nas duas famílias, sempre fui a menininha prodígio pra eles, todos pensam que eu adoro ler e fazer probleminhas de matemática. os livros ficaram chatos, eu odeio o vocabulário do machado de assis e os problemas ficaram bem mais difíceis pra eu poder acompanhar ao ponto de achar ridículos.
novamente, eu sei que essa pressão toda tá dentro da minha cabeça. quem faz pressão sou eu mesma.
na verdade, eu sei de muita coisa, sabe? acho que me conheço muito bem. foi por auto-conhecimento que optei por fazer terapia e também sempre conversei muito sobre o que tava sentindo, desde criança. também escrevo muito pra dizer o que penso, reflito muito e sempre tô tentando mudar. esse é o princípio da metamorfose ambulante.então acho que depois vai dar tudo relativamente certo.
alguém (que é pouco importante na minha vida, sabe...) sempre me diz que ser feliz é não ter com o que se preocupar. esse alguém deve saber que é impossível não ter nenhum problema, mas você pode se organizar pra saber o que é que você pode controlar e não pode. resumindo, no final, conclusivamente, você só pode controlar o que você pensa. e portanto, também confiar em você, sabendo que você vai resolver o problema.
na vida existem motoristas e passageiros. precisa-se de motoristas, haha :P (isso é de um comercial de carro, não fui eu quem inventou essa frase, caso você achou idiota, mas gostaria de ter inventado)
deu vontade de gritar uma frase maconheira ou forfûnica nada_a_ver_com_o_assunto, não sei especificar:LIBERDADE PRA DENTRO DA CABEÇA!
(graças a Deus eu não gritei. mas só porque posso digitar (com caps lock ;D))
P.S.: não sei porque gasto tempo explicando, eu já sei de tudo, haha... ok, eu sei :O
estou aqui, tranqüilamente (e fiquei na dúvida agora se isso tem trema ou não e não posso nem dizer que tanto faz porque aqueles portugueses não se decidem sobre a gramática) bebendo minha aquarius fresh, sentada na cadeira de forma errada, digitando num teclado que faz mais barulho que uma britadeira. por que não tem H2OH!? tem muito mais gosto de refrigerante! além disso, o marketing é muito melhor, a começar pelo nome. é difícil a coca-cola não superar a pepsi em alguma coisa, mas achei incrível a idéia desse nome. diz "uma água comum com algo a mais".
já que estou falando de significados, já que comentei sobre isso hoje de madrugada (antes de dormir), já devem ter percebido (ou não) que eu gosto dessa frase: "but i'm dying to live". é de uma música do dashboard confessional, minha (ex-)banda favorita. também acho genial, por ter mais de um significado (apesar de que muita gente deve pensar que sou só mais uma emoxinha querendo cortar os pulsos pra tirar foto das marcas, editar no photoshop pra ficar com uma cor surreal e ganhar comentários encojantes e chorosos em meu fotolog gold). da expressão em inglês, "dying to", a gente traduz como "morrendo de vontade de". já fica uma antítese interessante, daí (sim, eu quis usar sotaque catarinense). outra coisa, a partir do momento que você nasce, já está começando a morrer. então, pra você viver esse tempo todo, teu corpo tá acabando.
comprei um shampoo novo. eu e minha mãe sempre fomos viciadas em produtos pro cabelo, portanto, sempre que dá algo na tv a gente fica com vontade de comprar. surpreendentemente, fazia tempo que a gente se controlava, então o shampoo aqui de casa tinha acabado! (mas tem uma porrada de condicionador). aquele seda brilho gloss tem uma cor linda! *-* pooro loosho! haha, sério, ele é rosa e tem um brilho meio roxo cósmico de fundo (micas peroladas (y)). só espero que não seja como mais um daqueles que eles entopem de silicone e deixa meu cabelo misto, que nem aquele elséve rosa. :P
mas toda essa ladainha fútil foi pra dizer que sinto falta da minha mãe de vez em quando. eu sempre aceitei meus padrastos e tal, desde que sou criancinha. ah, fala sério, eu sou bem compreensiva até, posso admitir. mas de vez em quando, acho que ela esquece que eu tenho voz. aliás, tem uns "adultos" (como se daqui a 1 ano eu não fosse considerada "adulta" também) que pensam que só porque a gente não tem idade, não temos boas opiniões também. a pior coisa é quando você diz uma coisa, ninguém te ouve e minutos depois concluem o que você concluiu num tom de "eu descobri a pólvora!", "eu finalizei pokémon yellow!" ou "nossa, elvis morreu mesmo!". coisas óbvias, é nisso que penso quando eles dão aqueles surtos, pelo menos fica engraçado xDmas ah, eles são assim, ainda bem que tem gente que ainda escuta ou lê o que eu penso (não necessariamente nesse blog).
não comentei muito sobre o ano novo. foi meio conturbado. primeiro que a praia de copacabana tava lotada, então tava impossível andar lá. chegamos na calçada preta e branca uns 3 minutos antes de dar meia-noite, porém, eu não fazia idéia. 1 minuto antes a gente conseguiu entrar na praia, daí procurando um lugar bom pra ficar, do nada deu meia-noite (e eu nem saquei). não teve muita graça.daí os casais ficaram juntos, o meu primo ficou com a minha tia e eu fiquei sozinha, ao menos quando vieram me dar "feliz ano novo!" e dois beijinhos (aliás, é muito melhor ser paulista, é só um...). me senti realmente sozinha, e foi isso que me assustou. por mais que todo mundo venha a passar pelo mesmo que eu, por mais que eu tenha família pra me apoiar, nesse ano, no final, estarei completamente sozinha no que eu tenho que fazer. mas sempre soube disso, afinal, nasci sozinha e vou morrer sozinha, né? a não ser que dê a sorte de morrer num transatlântico de última geração que bate num iceberg ou algo assim (ok, mesmo assim estarei sozinha).
só que não adianta muito falar disso aqui, não adianta muito pensar nada. na hora vai ser. apesar do phd em antecipação (já tô até antecipando a falta da dona Rita), tô me segurando... e tentando ser otimista (:
apesar de otimista em energia, eu não espero nada desse ano. i mean, nada específico. só quero não pirar, hahaha...
pode me chamar de sem esperança, mas é só dia 31 que vira dia 1º, 12 que vira 1 e 7 que vira 8. a mudança acontece em mim, não no calendário.
sabe, acho muito chato falar de cursinho, carreira, faculdade, vestibular com a família. na minha família, ninguém nunca fez uma faculdade federal além do meu pai. e na época deles, era muito, mas muito menos concorrido. e ninguém quis nada tipo medicina, por exemplo. eu só queria que eles tivessem noção de que medicina na unicamp é 70 e tantos candidatos por vaga e que tem gente que faz 70 anos de cursinho pra passar concorrendo comigo, besides os japoneses. se eles ao menos compreendessem que eu tenho grandes chances de não passar esse ano (grandes mesmo), ainda mais que não vou fazer cursinho, eu me sentiria melhor. mas não, eles me encorajam e isso é pior, porque parece que tão esperando muito de mim. parece não, é. eu sou a melhor estudante nas duas famílias, sempre fui a menininha prodígio pra eles, todos pensam que eu adoro ler e fazer probleminhas de matemática. os livros ficaram chatos, eu odeio o vocabulário do machado de assis e os problemas ficaram bem mais difíceis pra eu poder acompanhar ao ponto de achar ridículos.
novamente, eu sei que essa pressão toda tá dentro da minha cabeça. quem faz pressão sou eu mesma.
na verdade, eu sei de muita coisa, sabe? acho que me conheço muito bem. foi por auto-conhecimento que optei por fazer terapia e também sempre conversei muito sobre o que tava sentindo, desde criança. também escrevo muito pra dizer o que penso, reflito muito e sempre tô tentando mudar. esse é o princípio da metamorfose ambulante.então acho que depois vai dar tudo relativamente certo.
alguém (que é pouco importante na minha vida, sabe...) sempre me diz que ser feliz é não ter com o que se preocupar. esse alguém deve saber que é impossível não ter nenhum problema, mas você pode se organizar pra saber o que é que você pode controlar e não pode. resumindo, no final, conclusivamente, você só pode controlar o que você pensa. e portanto, também confiar em você, sabendo que você vai resolver o problema.
na vida existem motoristas e passageiros. precisa-se de motoristas, haha :P (isso é de um comercial de carro, não fui eu quem inventou essa frase, caso você achou idiota, mas gostaria de ter inventado)
deu vontade de gritar uma frase maconheira ou forfûnica nada_a_ver_com_o_assunto, não sei especificar:LIBERDADE PRA DENTRO DA CABEÇA!
(graças a Deus eu não gritei. mas só porque posso digitar (com caps lock ;D))
P.S.: não sei porque gasto tempo explicando, eu já sei de tudo, haha... ok, eu sei :O

Um comentário:
Como diria Jack, o estripador: "Vamos por partes" (poderia começar por mim, aí não faria mais piadinhas exdrúchulas).
Gosto da H2OH!, que tentou se anunciar como água levemente gaseíficada, para pagar menos impostos, porém não conseguiu (agora, no começo tinha se dado bem). Ela nada mais é do que a fórmula da 7up! light (talvez um pouco mais diluida).
Lembro de uma frase, que dizem ser do Carlito (Charles Chaplin), sobre essa idéia de morte, mas acho melhor colocar no meu blog para isso aqui não ficar muito extenso.
Desde que vi a frase "but i'm dying to live" achei interessante. Se a pessoa que ler não parar um momento para tentar compreender acabrá interpretando errôneamente (de forma emo).
Estou acostumado em "não ser ouvido". Sei bem como é. Lembro na escola, professora fazia alguma pergunta e eu, sentado no extremo fundo da sala, respondia. No começo tentava responder mesmo, mas chegou um ponto que eu respondia e só o pessoal em volta ouvia, e continuava a fazer o que estava (provavelmente desenhando). De vez em quando alguém à minha volta respondia o que eu falei ou alguém não sei quanto tempo depois respondia e levava o crédito de "Uau, como ele sabia?".
Acabei desistindo de competir, era assim até para as "tiradas engraçadas". Mas o bom foi que boa parte das pessoas que prestavam atenção e ouvia o que eu dizia, ao ouvir alguém falando exatamente a mesma coisa, olhava para mim com uma cara de o_o . Um misto de "nossa, foi o que você disse" e "que sacanagem, você disse primeiro". Isso para mim já bastava.
Infelizmente você é uma excessão. A maioria das pessoas da sua idade são um tanto quanto estúpidas e fúteis. Você, de longe, foge à regra. Sabe usar irônia, compreender um sarcasmo. Já disse para você que te acho muito inteligente.
Sobre sua experiência no final de ano, passei por algo parecido no ano passado, que agora por uma questão de 2 dias já é "retrasado".
Claro que não foi em uma praia com mais de 2 milhões de pessoas, mas como você descreveu foi bem o que aconteceu.
Foi quando fui com meu primo passar a virada na praia (ubatuba), onde dormimos 1 semana no carro. Meu primo, na hora da virada (da queima dos fogos) estava com o pessoal de lá que ele já conhecia (ele desde criança vai lá). Fomos à praia, começou a chover. Perto da contagem regressiva eles foram para perto do mar e eu fiquei em uma mureta (sim tomando chuva). Começou a estourar os fogos, e eu continuei com a mesma cara ( igual a da foto do msn). Mesma sensação de vazio. Não dava para ouvir nada por causa dos fogos. Os casais à minha volta (debaixo do quiosque), famílias se cumprimentando. E eu lá imóvel.
É realmente estranha a sensação, porém faço algo que eu não recomendo a ninguém, que é me acostumar com isso.
Te digo algo que disse para aquela minha amiga que eu te falei. Não precisa se sentir sozinha pois existe um pentelho aqui que não vai deixar. Sei que existe diferença entre estar sozinho e se sentir sozinho. Se "sentir sozinho" é algo que não importa se você está cercado(a) de pessoas, parece uma sensação de que não tem alguém que se importe ou alguém que perceba como você se sente. Por isso mesmo, se você se sentir sozinha, lembre do seu primo aqui.
Na pior das hipóteses você deixará de se sentir sozinha e passará a sentir medo, causado pelo susto de se lembrar de mim.
Sobre não ter algo para se preocupar nos tornar feliz.. acho que não é uma filosofia muito correta. Acho que as pessoas se aproximam em momentos de dificuldades. É claro que não é bom viver uma vida com preocupações e dificuldades, mas realmente existem males que vêm para o bem. O problema de um problema é não sabermos lidar com ele. É para isso que temos uns aos outros. Mais uma vez, algo que eu faço que não recomendo a ninguém é o "se eu tenho um problema eu tenho que ser capaz de resolver sozinho".
Bem, acho que é isso...
Comecei a me perder um pouco nos raciocínios, porém é algo a se esperar para alguém de idade.
=**
P.S.: Quase cliquei no símbolo da cadeira de rodas.. digitava o código de "Verificação de palavras" mas não ia.
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